Representantes (monocotiledôneas e eudicotiledôneas) e características das angiospermas.
As angiospermas ou Anthophytas mantém características evolutivas importantes dos vegetais, como a presença de vasos condutores (traqueófitas) e a formação de sementes (espermatófitas) e formam o maior e mais diversificado grupo de plantas, caracterizado pela presença de flores e frutos, características que garantem a independência do meio aquático para a reprodução, ainda com a manutenção do tubo polínico e dos grãos-de-pólen, produzidos pelos estames, estruturas masculinas presentes nas flores e a produção das sementes que se originam do desenvolvimento do óvulo e dos frutos provenientes do ovário, estruturas presentes na porção feminina das flores. As flores são estruturas reprodutivas que contêm órgãos sexuais, como estames (produtores de pólen) e carpelos (contendo os óvulos), permitindo a fertilização e produção de sementes. Além disso, as angiospermas possuem uma variedade de adaptações para a polinização, incluindo a coevolução com insetos, pássaros e outros polinizadores.
Para fins didáticos, podemos dividir as angiospermas em dois grupos: Monocotiledôneas e Eudicotiledôneas. Os cotilédones são folhas modificadas que encontramos nos embriões vegetais de angiospermas e gimnospermas que são responsáveis pelo armazenamento de nutrientes, caso das eudicotiledôneas, que apresentam duas dessas estruturas, ou transferência de nutrientes ao embrião, como nas monocotiledôneas, que apresentam um cotilédone. Além disso, as monocotiledôneas possuem vasos condutores dispersos, folhas frequentemente paralelinérveas, flores geralmente em múltiplos de três e raízes fasciculadas, como o milho e a cana-de-açúcar. Já nas eudicotiledôneas os vasos condutores são organizados em anéis, as folhas são reticuladas, flores frequentemente em múltiplos de quatro ou cinco e raízes pivotantes. Esta categoria abrange uma ampla variedade de plantas, desde árvores como os carvalhos e a jabuticabeira até plantas herbáceas como margaridas e feijão.
A cana-de-açúcar e a bananeira são angiospermas monocotiledôneas.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/11/Saccharum_officinarum%2C_Mozambique.jpg
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/59/Musa_paradisiaca_%282913869459%29.jpg
O feijoeiro e a jabuticabeira são exemplos de plantas eudicotiledôneas.
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1e/Flor_de_jaboticaba_%28Myrciaria_cauliflora%29_CASA_de_mam%C3%A2%2C_Sao_Paulo.jpg
Reprodução assexuada e sexuada em angiospermas: Formação do grão-de-pólen (microgametófito).
A reprodução assexuada nos vegetais, também chamada de propagação vegetativa é muito utilizado na horticultura e agricultura para multiplicar plantas de forma eficiente e preservar características específicas e podemos citar a estaquia, alporquia, mergulhia e enxertia. A estaquia envolve o corte e enraizamento de partes de um caule, folha ou raiz para formar uma nova planta geneticamente idêntica, a alporquia é um método onde uma parte do caule é estimulada a enraizar, com contato com porções do solo, por exemplo, enquanto ainda está conectada à planta-mãe, a mergulhia consiste em enterrar um ramo da planta até que ele emita raízes, sendo posteriormente cortado e transplantado e a enxertia envolve a união de partes de diferentes plantas, geralmente um porta-enxerto e um enxerto, visando combinar características desejáveis, como resistência a doenças ou maior produtividade.
A reprodução sexuada em angiospermas acontece nas flores, folhas modificadas responsáveis pela formação dos grãos-de-pólen, sementes e frutos. A porção masculina de uma flor é denominada androceu e é constituído pelos estames, folhas modificadas (esporofilos) que são compostas por uma haste denominada filete que sustenta nas extremidades as anteras, estruturas que contém os microsporângios, local que contém os microsporócitos, células que sofrem a meiose originando os micrósporos. Cada micrósporo formado sofre uma mitose, formando a célula geradora e a célula do tubo, constituindo o grão-de-pólen, que é o microgametófito jovem ou imaturo.
Reprodução sexuada em angiospermas: Formação do saco embrionário (megagametófito). dupla fecundação e formação das sementes e frutos.
A polinização nas angiospermas envolve a transferência de grãos de pólen, das anteras, que são parte dos estames (órgãos masculinos), para os estigmas, que são parte dos pistilos (órgãos femininos), dentro das flores. Os pistilos são formados por folhas modificadas denominadas carpelos, que contém, além do estigma, o estilete, porção que serve de base para o crescimento do tubo polínico na fecundação, e o óvulo, estrutura que se encontra o gameta feminino, que é cercado pelo ovário.
Dentro do ovário, as flores apresentam os megasporângios, que contém o megasporócito, célula que sofre meiose e origina o megásporo. O megásporo realiza 3 mitoses, formando o megagametófito ou saco embrionário, contendo uma oosfera, duas sinérgides, três antípodas que ficam opostas a oosfera e dois núcleos polares centrais. O saco embrionário é envolvido por um tegumento, formando assim o óvulo.
Após a polinização, o tubo polínico é formado a partir da célula do tubo e cresce em direção a micrópila do óvulo, orientado pelas sinérgides, encaminhando duas células espermáticas (provenientes da célula geradora) até o saco embrionário, ocorrendo um processo exclusivo de angiospermas, que é a dupla fecundação. A primeira célula espermática (n) encontra a oosfera (n), originando o embrião vegetal (2n) e a segunda célula espermática (n) encontra os dois núcleos polares (ambos haploides), originando uma célula 3n, que após sucessivas mitoses formará um tecido de reserva energética para o embrião, denominado endosperma secundário, o tegumento se transforma na casca, formando assim a semente, que é originário do óvulo da flor. Após a fecundação o ovário da flor se desenvolve, formando o fruto.